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Pré-Venda Passo Real de São Luiz

 

Sobre o livro:

 

Não há dúvidas de que vivemos tempos novos. “os tempos de hoje”, como escreveu Apparicio Silva Rillo, “são outros”. A velha campanha e suas estâncias vão, pouco a pouco, perdendo o brilho do passado. Há menos gente nos galpões, menos gado nas mangueiras e as tesouras de esquila quase silenciaram; hoje, são poucas as vezes em que cruzamos por um homem de a cavalo, ao trote, nalgum corredor. Ainda assim, esse mundo — ameaçado — de campo e relincho, de pampa e coxilhas, de mugido, mates e guitarra, não desapareceu. Ainda existe. Aquela gente “de antes”, os antigos, ainda povoam um interior profundo que teima em existir. Gente simples, humilde, mas que carrega, sobre si, o peso da terra; e que conserva na retina —  e na memória — todo um caudal de saberes, fazeres, história e tradições — toda uma cultura nativa, genuína, originada justamente aqui. Lembro então de uma frase de Atahualpa Yupanqui: “Quando morre um senhor de campo, é como se queimara uma biblioteca de coisas tradicionais”. Que linda frase — e como ela se torna atual nesse pampa em transformação... O Passo Real de São Luiz, mais do que a localidade da fronteira, é isso: um resgate de costumes, saberes, valores e oralidades. São vozes escritas de gente criada sobre o lombo do cavalo, que deixam, para sempre, seus testemunhos em páginas carregadas de respeito. Através destes relatos, buscamos a alma da fronteira — um legado vivo que, se preservado, ainda ecoará nas futuras gerações.